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EUA: restaurante dá desconto de até 25% para quem for armado até o estabelecimento

Enquanto no Brasil estamos discutindo a questão do desarmamento, nos EUA – mais precisamente no Estado do Texas, onde o porte de arma é liberado – muitos estabelecimentos comerciais dão desconto para quem for armado. Isso mesmo, se o cliente estiver portando sua arma para defesa pessoal, além de jantar bem em uma churrascaria, por exemplo, ele…

Enquanto no Brasil estamos discutindo a questão do desarmamento, nos EUA – mais precisamente no Estado do Texas, onde o porte de arma é liberado – muitos estabelecimentos comerciais dão desconto para quem for armado.

Isso mesmo, se o cliente estiver portando sua arma para defesa pessoal, além de jantar bem em uma churrascaria, por exemplo, ele ainda paga mais barato! Leia neste nosso novo post no blog do Daniel Dias este e outros exemplos.

RESTAURANTE

O estado do Texas aprovou no final de 2015 uma lei que permite o porte ostensivo de armas. Para declarar seu apoio à legislação, alguns comerciantes começaram a conceder descontos para os clientes que frequentarem seus estabelecimentos portando visivelmente sua arma.

É o caso de Trent Brooks, proprietário do trailer especializado em barbecue (o churrasco americano) Brooks Place, em Houston, que concedeu 25% de desconto em seu cardápio para os clientes que forem ao restaurante portando visivelmente sua arma às sextas. Nos demais dias da semana, portadores de arma ostensiva ou secretamente têm “apenas” 10% de desconto. O Brooks’ Place é um dos 50 lugares de melhor churrasco texano segundo o jornal Texas Monthly.

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LOUISIANA

Um restaurante localizado na cidade de Port Allen, no estado da Louisiana, também nos Estados Unidos, está fazendo uma promoção imperdível: 10% de desconto para clientes que almoçarem junto com suas armas. A regra fixada na parede do lugar é clara: quem entrar armado terá direito ao benefício, seja você um policial ou um civil.

Segundo o dono do restaurante, Kevin Cox, tudo surgiu como uma forma de estimular policiais a almoçar no lugar, como forma de deixar o ambiente mais seguro (atualmente, a Louisiana aparece como o 7º estado mais violento do país).

Conforme o blog do Daniel Dias apurou junto a um jornal que publicou esta reportagem, Kevin não é o único comerciante que aderiu à “moda” de dar desconto para as pessoas irem armadas para seu estabelecimento. Numa pesquisa norte-americana recente realizada pelo site www.2amendment.org, foi registrado o apoio de cerca de 60 mil empresas que se declaram pró-armas nos Estados Unidos. Muitas delas permitem que seus clientes carreguem armas dentro dos estabelecimentos, opondo-se às empresas que proíbem armas em seus estabelecimentos, alegando ser uma “medida de segurança”.

Veja a declaração de Kevin, ao jornal que fez a reportagem a que tivemos acesso: “Eu não acho que eles [os criminosos] virão até aqui se sabem que encontrarão pessoas bem intencionadas carregando suas armas”.

DESCONTO SIMPLES

Devido ao alto grau de “divergência cultural” entre o porte de arma no Brasil e nos EUA, lendo essas reportagens nos jornais que pesquisei, comecei a me perguntar: como será que é dado o desconto? Você tem que levar a arma até o caixa? Ou você tem que chamar o garçom e apontar a arma para ele?

A resposta veio através da própria reportagem! “Eu só preciso ver a arma. Só é preciso que você esteja carregando a arma”, afirmava Kevin. Para meu espanto, a reportagem deixava claro que essas declarações tinham sido feitas ao vivo através de uma reportagem à NBC, um dos maiores canais de televisão dos EUA. Ou seja, a discrepância com o Brasil é monstruosa!

Curioso também foi ler que o número de pessoas que recebem o benefício fica entre 15 e 20 todos os dias. Muitas delas são de outras cidades e vão até Port Allen apenas para conhecer o restaurante e demonstrar apoio à ideia de Kevin.

Mais curioso ainda, e por isso resolvi fazer este post, foi a declaração de uma cliente que não estava armada, mas frequenta preferencialmente restaurantes que permitem o porte de arma a seus clientes. Ela se chama Olivia Carambat: “Se alguém entrar aqui com uma arma e tentar nos roubar, nós não estamos indefesos”.

SUPERMERCADO

Já pensou você ir ao supermercado fazer as sua despesa do mês e topar com todos os clientes armados dentro da loja? Pois bem, no Texas é assim… Uma nova lei de 2015 permite o porte ostensivo de armas. Não somente você pode frequentar armado, como também pode comprar seu rifle no Walmart!




UNIVERSIDADE

Pesquisando sobre o assunto, uma vez que ir armado aos restaurantes já chamou a minha atenção, pude encontrar mais um fato curioso. Em decorrência da nova lei a partir do próximo ano letivo, os estudantes da Universidade do Texas (UT) vão poder levar armas para as salas de aula.
A medida será aplicada apesar da oposição do reitor e do presidente da universidade e da maior parte da comunidade universitária. “Eu não acho que as armas pertençam à universidade. Tomar essa decisão foi o maior desafio da minha vida”, afirmou o presidente da UT ao jornal, que ainda esclareceu que a medida não será aplicada nas residências estudantis, eventos desportivos nem nos laboratórios.

A Universidade do Texas possui nada mais nada menos do que 50 mil alunos e considera-se uma das maiores e mais prestigiadas dos Estados Unidos. Como é estadual, está obrigada a implementar a norma, enquanto as instituições de ensino particulares podem decidir se a aplicam, tendo a maioria optado por não adotar.
Veja que controverso. O próprio reitor da Universidade do Texas, William McRaven, antigo militar que comandou a operação das forças especiais norte-americanas em que o líder da Al Qaeda Osama Bin Laden foi morto, é contra a liberação de armas na universidade! “As armas não têm lugar numa instituição de ensino superior, cuja missão educativa e de investigação se baseia no debate e na liberdade de expressão”, destacou. E o caso promete muita polêmica… Segundo a reportagem, Steven Weinberg, o único laureado com o prêmio Nobel que a Universidade do Texas tem nos seus quadros (Física, 1979), já afirmou que vai proibir a entrada nas suas aulas de estudantes armados, em nome da sua própria segurança e dos demais alunos. Com Steven Weinberg estão centenas de professores e milhares de alunos.

UMA ARMA POR HABITANTE

O presidente norte-americano, Barack Obama, em seu último ano de mandato, anunciou um programa para tentar reduzir o número de tragédias com armas de fogo no país.

As medidas se concentram em aumentar as verificações de antecedentes de pessoas que querem comprar armas de fogo pela internet e em feiras de armas. A iniciativa de Obama tem como objetivo dificultar a venda para pessoas com histórico criminal ou doenças mentais e não se trata de uma nova lei, mas sim do esclarecimento de uma legislação já existente sobre os controles de antecedentes dos interessados em adquirir armas de fogo.

Um estudo recente nos EUA descobriu que uma em cada 30 pessoas que querem comprar armas pela internet possui histórico criminal. Segundo o estudo, mais de 30 mil norte-americanos morrem todos os anos em incidentes envolvendo armas de fogo. Por isso uma das medidas defendidas pelo governo norte-americano, para que as vendas de armas passem a ter mais restrição, passaria indiscutivelmente, pela melhora dos tratamentos de doenças mentais e sua interligação com o sistema de checagem de antecedentes. Para isso os EUA estudam colocar este serviço a cargo das equipes de verificação técnica do FBI, a polícia federal norte-americana.

Historicamente o Congresso Americano é contrário ao controle do acesso a armamento nos EUA. Obama acusou a indústria armamentista de fazer o Congresso de refém. “O lobby das armas pode ter o Congresso como refém, mas não pode ter a América”, afirmou.

BRASIL

No Brasil, o Estatuto do Desarmamento é uma lei federal. Trata-se da Lei 10.826 de 22 de dezembro de 2003, regulamentada pelo decreto 5123 de 1º de julho de 2004 e publicada no Diário Oficial da União em 2 de julho de 2004.

Em 23 de outubro de 2005, o governo promoveu um referendo popular para saber se a população concordaria com a proibição da venda de arma de fogo e munição em todo o território nacional denominado Referendo Sobre a Proibição do Comércio de Armas e Munição no Brasil.

A medida que proibiria a venda de armas e munições no País foi rejeitada, com resultado expressivo, representando 63,94% dos votos “NÃO” contra apenas 36,06% dos votos “SIM”.

Dessa forma, a aquisição de armas por particulares (civis) manteve-se permitida no Brasil, desde que cumpridos os seguintes requisitos:

QUEREMOS SABER:

1-) O que é mais adequado na sua opinião, leitor? O modelo americano, que permite a qualquer indivíduo comprar a sua arma até mesmo em supermercado, ou o modelo brasileiro, que restringe a população de se armar?

2-) O nível de violência no Brasil, não só nas cidades mas na área rural também, está ligado à proibição do porte de armas pela legislação brasileira?

Vamos debater o assunto!

Vamos que Vamos, Agro!

Fonte: Blogs Canal Rural

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kauzz

kauzz

Podcaster, bloqueiro, vlogueiro, youtuber. memezeiro, social média e fundador do site Macaco Urbano. Interessado em curiosidades, sobrenatural, política e teres na madrugada ao lado da morena.