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“Centro dos horrores” realizava experimentos em corpos humanos nos EUA

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Polícia norte-americana retira corpos de centro para doação de corpos (Foto: Reprodução/YouTube)

O Centro de Recursos Biológicos (BRC), localizado na cidade norte-americana de Phoenix, funcionava como uma empresa que ajudava pessoas a doarem seus corpos para a ciência até ser invadido pelo FBI em janeiro de 2014. Após cinco anos, os detalhes da operação policial vieram à tona: ao entrarem no local, os agentes da polícia federal dos Estados Unidos ficaram chocados ao encontrarem um depósito contendo uma geladeira com vários membros humanos, poças de sangue e uma cabeça costurada em outro corpo.

Divulgado pelo jornal The Arizona Republic, novos documentos judiciais de uma ação civil contra a empresa revelaram detalhes sobre a investigação que é quase um filme de terror. O ex-proprietário da BCR, Stephen Gore, declarou-se culpado de uma acusação de controle ilegal de uma empresa em 2015 e recebeu uma sentença de quatro anos de liberdade condicional. No entanto, ele agora enfrenta uma ação civil definida para julgamento em 21 de outubro de 2019.

Pelo menos 33 pessoas estão processando a empresa, alegando que os restos de seus familiares foram obtidos através de “declarações falsas” e seus corpos não foram armazenados, tratados ou descartados adequadamente.

Segundo o ex-agente do FBI Mark Cwynar, haviam diversos cadáveres que pareciam ter sido tratados como uma “piada mórbida”. Ele conta que uma das cenas mais chocantes que ele testemunhou foi a de a cabeça de uma mulher costurada em um grande corpo masculino que ainda estava pendurado na parede.

Os documentos do tribunal também continham uma “lista de preços” para as vários membros. O corpo inteiro (sem ombros ou cabeça) era vendido por US$ 2.900 (o equivalente a R$ 10,9 mil na atual cotação) enquanto o torso com cabeça custava US$ 2.400. A perna inteira custava US$ 1.100, o pé inteiro saía por US$ 450 e o joelho, US$ 375.

Segundo uma investigação da agência jornalística Reuters, de 2017, o BRC recebeu doações de mais de 5 mil pessoas e distribuiu mais de 20 mil partes de corpos humanos para uma série de instalações de pesquisa, além de programas de treinamento médico. Depois de invadir o armazém em 2014, os agentes descobriram 10 toneladas de restos humanos congelados, incluindo 281 cabeças, 241 ombros e 337 pernas.

“Eu não conseguia dormir à noite depois de ver isso”, disse à Reuters Matthew Parker, um ex-agente que invadiu o armazém e se aposentou depois de sofrer de distúrbio de estresse pós-traumático depois do caso.

Fonte: Casa dos Médicos

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kauzz

kauzz

Podcaster, bloqueiro, vlogueiro, youtuber. memezeiro, social média e fundador do site Macaco Urbano. Interessado em curiosidades, sobrenatural, política e teres na madrugada ao lado da morena.